O passivo trabalhista de uma empresa de tecnologia nasce nas decisões do primeiro ano: contratar todo mundo como PJ para caber no runway, prometer participação sem colocar nada no papel, deixar o time remoto sem política de jornada. Cada atalho desses vira risco de reconhecimento de vínculo, autuação da fiscalização do trabalho ou apontamento na due diligence da próxima rodada.
Na NDM, o trabalhista entra antes da contratação: definimos o modelo de cada função, escrevemos os contratos de trabalho e de prestação de serviços, as cláusulas de confidencialidade e não concorrência, o tratamento de stock options e partnership, a NR-1 e as políticas internas.
- CLT ou PJ e risco de vínculo: análise função por função de quem pode ser prestador PJ e quem precisa ser CLT, considerando subordinação, exclusividade e habitualidade. O objetivo é desenhar um modelo de contratação que a empresa consiga sustentar diante da fiscalização e de um investidor.
- Contratos e cláusulas de proteção: contratos de trabalho e de prestação de serviços com confidencialidade, não concorrência (non-compete), não aliciamento e cessão de propriedade intelectual do código, para que o que o time produz pertença à empresa sem margem de dúvida.
- Stock options e partnership: estruturação do plano e dos documentos de outorga para reduzir o risco de a participação ser tratada como verba salarial, com atenção a vesting, cliff, condições de saída e à forma como o benefício é comunicado ao time.
- NR-1 e riscos psicossociais: mapeamento e documentação dos riscos psicossociais no programa de gerenciamento de riscos, com política de saúde mental, canal de reporte e registro das medidas adotadas. A obrigação alcança também empresa de software com time enxuto.
- Auditoria preventiva e rotinas de RH: revisão de contratos vigentes, jornada, política de home office, admissões e desligamentos, incluindo desenvolvedores contratados no exterior, com plano de correção priorizado pelo risco de cada ponto.
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Trabalhista pensado para time de tecnologia
Nosso repertório é de squad enxuto, dev PJ, fundador que também é funcionário e time distribuído em vários estados. Não aplicamos manual de fábrica em empresa de software.
Passivo tratado na origem
Atuamos na origem: modelo de contratação, contrato e política interna. Ajustar um contrato hoje custa menos do que explicar um passivo na due diligence de uma rodada.
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Visão de quem também estrutura a rodada
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Boa parte do risco trabalhista se resolve fora do contrato: liderança e RH treinados para conduzir contratação, feedback e desligamento sem criar passivo. Veja como fazemos isso:
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Perguntas frequentes
Pode contratar PJ, mas não para qualquer função. O que gera risco de reconhecimento de vínculo é o modo de trabalho: horário fixo, subordinação direta, exclusividade e integração à rotina da empresa. Funções com autonomia real e entrega por escopo se sustentam melhor como PJ. Time operacional fixo e liderança, quase nunca. A análise é feita caso a caso, antes de assinar.
A NR-1 exige que a empresa identifique, avalie e trate riscos psicossociais no programa de gerenciamento de riscos, ao lado dos riscos físicos e ergonômicos. Na prática: mapear pressão por metas, jornada e assédio, adotar medidas e manter registro documentado. Vale também para empresa de tecnologia com time pequeno, e a fiscalização do trabalho pode exigir esses documentos.
Vale, desde que seja limitada. Para se sustentar, a cláusula precisa ter prazo razoável, delimitação de território e de atividade e, no caso de ex-empregado, compensação financeira pelo período de restrição. Non-compete genérico, sem prazo e sem contrapartida, tende a ser inválido e não protege nada. Em contrato de sócio ou de prestador PJ a lógica muda, e a redação precisa acompanhar.
Pode, se o plano tiver cara de remuneração. Os pontos sensíveis são preço de exercício simbólico, ausência de risco real para o beneficiário, outorga vinculada a metas de desempenho e promessa verbal de participação. Um plano com regras de vesting, preço, prazo de exercício e saída definidas por escrito reduz bastante a chance de o benefício ser tratado como salário.
Depende de onde ele mora e de como você quer pagar. As rotas usuais são contrato de prestação de serviços com a PJ estrangeira, contratação por um empregador local (EOR) ou vínculo direto pela regra do país. Em todas elas, três pontos precisam estar no papel: cessão de propriedade intelectual, confidencialidade e a lei aplicável ao contrato.
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